Aqui nós não celebramos o Halloween!

Aqui nós não celebramos o Halloween!

Todo ano, quando nos aproximamos do fim de outubro, surge uma polêmica entre os cristãos sobre a festa de Halloween — uma celebração que pouco ou nada tem a ver com nossa cultura, e muito menos com nossa fé. Muitos a veem apenas como uma festa cultural e entram nessa “brincadeira” sem perceber os riscos espirituais que ela traz. Apesar da inocência das crianças, o aspecto cultural e folclórico original se perdeu, e o que resta hoje é uma celebração marcada por símbolos de morte e ocultismo.

Muitos cristãos desconhecem o verdadeiro significado dessa festa. Embora o Halloween tenha relação histórica com a “véspera de Todos os Santos” (All Hallows’ Eve), suas origens remontam a antigos festivais pagãos, nos quais se acreditava que os espíritos dos mortos retornavam à Terra. Com o tempo, a celebração passou a incluir elementos sombrios e símbolos contrários aos valores cristãos — e se tornou, para muitos, o início do chamado “ano satânico”.

Nós, católicos, temos um dia especial para celebrar os que estão no Céu: o Dia de Todos os Santos. No entanto, na véspera dessa data sagrada, o mundo inventou uma festa que exalta justamente o oposto — o medo, a escuridão e a morte. Mesmo que muitos a considerem apenas comercial, sabemos que há mais oculto do que revelado.

Expor nossas crianças a fantasias que remetem à morte, aos demônios, às trevas e às forças do mal não é brincadeira. O inimigo não está brincando. Existe uma realidade espiritual que exige discernimento e atenção. Devemos proteger nossos filhos e ensinar-lhes que quem segue Jesus escolhe a vida, a luz e o bem.

Podemos conversar com as crianças de forma simples e amorosa, explicando que, como seguidores de Cristo, celebramos a alegria da salvação. Há muitas maneiras de transformar esse dia em oportunidade de evangelização: vestir-se como santos, deixar bilhetes de fé e esperança, espalhar mensagens de amor e bondade. Que tal fazer do dia 1º de novembro — o Dia de Todos os Santos — uma festa da vitória da vida sobre a morte?

Vamos ajudar a propagar a cultura da vida, não da morte nem do medo. Não há nada de engraçado em brincar com o mal. Na dúvida, escolha sempre a luz, a fé e a verdade.

“Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.” (Ef 5,11)

Thalita Cribari
Empresária e Paroquiana na Paróquia Sant’Ana

Escrito por Pastoral da Comunicação

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