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Liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum

Liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum

07 novembro | Paroquial

O noivo está chegando, 12 de Novembro

Os três últimos domingos do ano litúrgico são marcados pela ideia do fim: a vinda do Senhor Jesus com sua glória, referência final do homem e do mundo. As leituras evangélicas são tomadas do "Sermão escatológico" de Mt 24-25. No cap. 24, ele segue a tradição de Mc 13 (ver ano B). No cap. 25, ele traz três parábolas típicas de sua própria tradição. Hoje ouvimos a primeira: as aias aguardando o esposo, numa festa de casamento (evangelho).

Nos casamentos, na Palestina do tempo de Jesus, o noivo se dirigia com seus amigos à casa da noiva, que o esperava com as suas companheiras (as aias); depois, em cortejo alegremente iluminado pelos fachos ou lamparinas das aias, a turma toda se dirigia à casa do noivo, que, ao introduzir a noiva, a tornava sua esposa. Seguia-se, então, uma grande festa popular, com danças e banquete. Esta cena da vida de seu povo inspirou Jesus para falar da perspectiva final. "Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas" era uma sentença neste mesmo sentido (Lc 12,35). Na parábola das dez aias esta ideia é mais amplamente elaborada. Elas devem ter suas lâmpadas prontas para a chegada do noivo. Ora, no Antigo Testamento, Deus mesmo é representado como o esposo que, "naquele dia", tomará novamente Israel a si como esposa (Is 54,4-8 etc.).

Estar pronto para a festa das núpcias escatológicas... Estar pronto é ser previdente, pensar no Noivo que vem. Exige afetuosa atenção, amor, esperança. O contrário é ser imprevidente, não se preocupar com o momento importante que se está vivendo. Não é por causa de um cochilo que as cinco insensatas ficaram excluídas da festa, mas porque seu coração estava distraído, não atento ao Noivo que devia vir. Por isso, tomaram-se estranhas para ele, que não as reconheceu (Mt 25,11-13). O mesmo acontece com os que não procuram, de coração, a vontade de Deus, mas ficam num mero formalismo, da boca para fora (Mt 7,22-23). Ficar esperando alguém, sem pensar nele de modo eficaz, é formalismo, uma espera meramente exterior, sem o coração. Foi essa a falta das moças imprevidentes.

A parábola quer exortar-nos à vigilância escatológica. Ora, vigilância escatológica é outra coisa que ficar calculando o dia do último juízo. É ter o coração junto àquele que se espera, empenhado no que ele espera de nós; é amor. Amor das moças felizes de lhe servir de aias. Amor da doméstica que cuida aplicadamente da casa (Lc 12,35-38; Mt 24,45-47). Para nos prepararmos para o reencontro com o Cristo glorioso, tanto no fim dos tempos quanto no fim da nossa existência, basta termos amor à sua causa, tornarmos nossa a sua causa. Isso já é uma antecipação desse encontro; já suscita em nós, antecipadamente, um pouco de sua alegria. Quem não nota a discreta alegria nas faces da namorada que está na rodoviária esperando seu noivo chegar? Assim também, a prontidão escatológica não é um escrupuloso calcular para estar "em dia", mas a alegria de quem, desde já, na esperança, vive a presença de seu Senhor – e assim também não terá dificuldade para passar a eternidade com ele.

Tomar nossa a causa do Cristo, que é a causa de Deus e seus filhos, especialmente dos mais fracos (cf. 34° dom.); servir a seus servos, não por medo, mas por amor diligente, essa é a existência escatológica na alegria e dedicação do dia-a-dia. Em cada instante, nossa atuação deveria ser digna da presença eterna junto de Deus. A existência definitiva não inicia no imprevisível momento do fim do mundo ou da morte, mas agora. A hora atual é a hora de Deus. Cristo vem sempre (cf. 34° dom.).

A 1ª leitura fala da procura da sabedoria. Para a encontrar é preciso, exatamente, essa diligente aplicação. O salmo responsorialcanta o anseio de ver Deus. São temas que nos colocam no espírito da leitura evangélica.

A 2ª leitura é uma resposta de Paulo aos problemas que os tessalonicenses levantaram com relação ao Último Dia. Tinham um conceito muito material e imediato da Parusia, da vinda de Cristo. Diante da tardança da Parusia achavam que os que já morreram não poderiam ir ao encontro do Senhor. Paulo lhes assegura que não é assim. Na hora H, os que "dormiram em Cristo" (morreram com a fé nele) serão ressuscitados e precederão aqueles que ainda estiverem com vida.

A oração do dia (disponibilidade) e a oração final (perseverar) sublinham o tema evangélico. Também a oração sobre as oferendas merece atenção, por causa de sua delicada formulação. Como prefácio pode-se utilizar o VI dos domingos comuns (a perspectiva escatológica).

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