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Liturgia do 13º Domingo Comum

Liturgia do 13º Domingo Comum

27 junho | Paroquial

O seguimento de Jesus, 02 de Julho

O nosso texto pode dividir-se em duas partes. Na primeira parte (vers. 37-39), Mateus apresenta um conjunto de exigências radicais para quem quer seguir Jesus; na segunda parte (vers. 40-42), Mateus sugere que toda a comunidade deve anunciar Jesus e põe na boca de Jesus o anúncio de uma recompensa, destinada àqueles que acolherem os mensageiros do Evangelho. O seguimento de Jesus não é um caminho fácil e consensual, ladeado por aplausos e encorajamentos. Mas é um caminho radical, que obriga, muitas vezes, a rupturas e a opções exigentes. Quando se trata de escolher entre Jesus e outros valores, qual deve ser a opção do cristão? Mateus não admite "meias-tintas": a primeira lealdade deve ser sempre com Jesus. Se a alternativa for escolher entre Jesus e a própria família (vers. 37), a escolha do discípulo deve recair sempre em Jesus (recorde-se que, então, a família era a estrutura social que dava sentido à vida dos indivíduos; a ruptura com a família era uma medida extrema, que supunha um desenraizamento social quase completo). O discípulo tem necessariamente que cortar relações com a própria família para seguir Jesus? Não. No entanto, não pode deixar que a família ou os afetos o impeçam de responder, com coerência e radicalidade, ao desafio do "Reino". Se a alternativa for escolher entre Jesus e as próprias seguranças (vers. 38), a escolha do discípulo deve ser tomar a cruz e seguir Jesus (o fazer da vida um dom total a Deus e aos homens, significa o rompimento com todos os esquemas que, na perspectiva dos homens, dão comodidade, bem estar, realização, felicidade, êxito). De resto, escolher Jesus e segui-l'O até à cruz não é um caminho de fracasso e de morte, mas é um caminho de vida. Na verdade, quando o homem está muito preocupado em proteger os seus esquemas de seguranças humanas e se fecha no seu egoísmo e na sua auto-suficiência, acaba por perder a vida verdadeira; mas, quando o homem aceita viver na obediência aos projetos de Deus e fazer da sua vida um dom de amor aos irmãos, encontra a vida definitiva (vers. 39).

Na segunda parte do nosso texto, Mateus refere-se à recompensa destinada àqueles que acolhem os mensageiros da Boa Nova de Jesus. Mateus refere-se a quatro grupos de pessoas, que integram a comunidade cristã e que têm a responsabilidade do testemunho: os apóstolos (vers. 40), os profetas (vers. 41a), os justos (vers. 41b) e os pequenos (vers. 42). Todos eles têm por missão anunciar a Boa Nova de Jesus. Os apóstolos – os que acompanharam sempre Jesus – são as testemunhas primordiais de Jesus, pois diz-se deles que quem os recebe, recebe Jesus. Os profetas são aqueles pregadores itinerantes que, em nome de Deus, interpelam a comunidade e que a ajudam a ser coerente com os valores do Evangelho. Os justos são provavelmente os cristãos procedentes do judaísmo, que procuram viver, no seio da comunidade cristã, em coerência com a Lei de Moisés. Os pequenos são os discípulos que ainda não integram de forma plena a comunidade, pois estão em processo de amadurecimento da sua opção (podiam ser os catecúmenos que estão a descobrir a fé, à espera do compromisso pleno com Cristo e com a Boa Nova). De qualquer forma, todos estes grupos que formam a comunidade cristã, têm por missão anunciar o Evangelho de Jesus.

A questão é fundamentalmente esta: a tarefa de anunciar o Evangelho pertence a todos os membros da comunidade cristã; e esses "missionários que testemunham a Boa Nova e que entregam a vida ao serviço do "Reino" devem ser acolhidos com entusiasmo, com generosidade e amor.

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